Quem sou eu

Minha foto
"He walks away, The sun goes down, He takes the day but I'm grown And in your way, In this blue shade My tears dry on their own"

Feminilidade parte 1




Eu sou apenas uma mulher forte demais. Às vezes acho que a minha feminilidade transcendeu-se, enrijeceu-se de tal forma que eu me tornei dura e um pouco ríspida. Abomino as inutilidades desse contexto feminino, de “ter que ser” uma boneca. Andar e falar como uma “lady”. Cuidar dos belos e longos cabelos, das unhas vermelhas, ou dos lábios sempre muito bem pintados. Cansei de ter que seguir um padrão, este, imposto principalmente pelas mulheres. Quero ver a minha cara limpa pela manhã. Ver as imperfeições que o tempo já adciona ao contexto fino e liso da minha pele. Quero dizer o que bem entender, sem ser cruficicada por isso, quero ter a minha liberdade. Ser Renata, e não ser Juliana, nem Joana e nem Mariana. Quero falar com homens, olhando-os sempre como iguais a mim. Quero quebrar meus saltos, e arrancar os meus cabelos. Desejo que meu corpo seja meu templo, adorado assim apenas por mim, e pelo o homem que o ama. Escrever confissões de uma pessoa viva e alegre, sem mais complexos e algemas. Lerei sempre os mesmos livros, e os interpretarei da forma que me adequar. Não quero chorar com filmes de amor, nem com livros de romance baratos. Prefiro os tênis e as camisas folgadas. Sei que a minha estrela brilha mais do que qualquer presilha, e mais do que qualquer brinco. Sei que não preciso de maquiagem para ser confiante, já que a confiança está enrustida em mim, e não na marca do perfume que eu use. Eu quero ser uma mulher forte, não frágil, não meiga, e não fútil. Quero entender de pôker, futebol, fotografia e cinema clássico. Beber vinhos fortes e whiskeys com pouco gelo.

0 comentários:

Postar um comentário